domingo, 26 de agosto de 2012

OLHOS NO ESPELHO - João Alexandre

http://www.youtube.com/watch?v=2hGvCIU9eSU

Olhos no Espelho

João Alexandre

Vê! Teus olhos no espelho, por fora um herói
Por dentro um ladrão...
Vê! Só resta em você, nos poucos amigos,
Motivos em vão...
Viu? Desacreditado, no mundo queimado
Por ser o que é...
Vai! Tão longe do Pai, pensando e chorando
Tua falta de fé...
Sai dessa revolta, pensa e volta,
Quebra os teus grilhões;
Deus tem vida plena, vale a pena retornar e ver.
Ver no amor antigo, o abraço amigo a festa começar.
Pois arrependido mais um filho volta ao lar..

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A SEMENTE DA ESCOLHA - texto de Max Lucado

Ele pôs um punhado de barro sobre outro, até que uma forma sem vida jazesse sobre o solo...
Estava tudo em silêncio quando o Criador retirou de si mesmo algo que ainda não fora visto. “Chama-se ‘escolha’. A semente da escolha”.
A criação ficou em silêncio, fitando a forma sem vida.
Um anjo falou:
-                     Mas e se ele...
-                     Se ele escolher não amar? – completou o Criador. – Venha, vou mostrar-lhe.
Livres do hoje, Deus e o anjo adentraram o reino do amanhã.
O anjo perdeu o fôlego diante do que viu. Amor espontâneo. Devoção voluntária. Ele nunca vira algo assim... O anjo permaneceu sem fala, enquanto atravessavam séculos de repugnância. Ele jamais vira tanta sujeira. Corações maus. Promessas rompidas. Lealdades esquecidas...
O Criador avançou no tempo, cada vez mais adiante no futuro, até chegar junto a uma árvore. Uma árvore que seria transformada em um berço. Ele até pôde sentir o cheiro do feno que o cercava...
-                     Não seria mais fácil não plantar a semente? Não seria mais fácil não conceder a escolha?
-                     Seria! – respondeu devagar o Criador. – Mas, remover a escolha é remover o amor.
Eles entraram novamente no jardim. O Criador olhou seriamente para a criação de barro. Uma inundação de amor cresceu dentro dele. Ele morrera pela criação antes de havê-la feito. O vulto de Deus curvou-se sobre a face esculpida e soprou. O pó moveu-se nos lábios do novo ser. O peito levantou, rachando a lama vermelha. As bochechas encarnaram. Um dedo mexeu-se. E um olho se abriu.
Porém, mais inacreditável que o movimento da carne foi o agitar-se do espírito. Aqueles que puderam ver o inusitado arfaram.
Talvez tenha sido o vento o primeiro a dizer. Talvez o que as estrelas viram naquele momento seja o que as tem feito cintilar desde então. Talvez tenha ficado para um anjo o cochichar:
-                     Parece com... parece demais com... é Ele!
O anjo não falava da face, das feições ou do corpo. Ele estava olhando dentro – para a alma.
-                     É eterna! – ofegou um outro.
Dentro do homem Deus havia posto uma semente divina. A semente de si mesmo. O Deus de poder havia criado o mais poderoso da terra. O Criador criara não uma criatura, mas outro criador. E aquele que escolhera amar criara um que podia retribuir este amor.
Agora a escolha é nossa.

(Max Lucado)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Olhos Vermelhos - Capital Inicial

 

Olhos Vermelhos

Capital Inicial

Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez
Com o mundo nas costas
E a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr, se nunca me vejo de frente
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez
Os velhos olhos vermelhos enganam
Sem querer
Parecem claros, frios, distantes
Não têm nada a perder
Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar, se amanhã tudo muda de novo?
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez
Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez
(Vocalização)
Os velhos olhos vermelhos (Na, na, na, na...)
Os velhos olhos vermelhos (Na, na, na, na...)